sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Dica musical: Rosa de Saron

Já faz um tempo que penso em fazer uma homenagem a esta banda tão amada por uns, odiadas por outros e simplesmente desconhecidas para alguns.
O Rosa de Saron foi criado em 1988 e é intitulado como uma pioneira banda de Rock Católica, para alguns um grupo gospel, independente da religião. Esse é um problema para certos desavisados ou munidos de preconceito, pois os “rosarianos” fazem músicas que trabalham a metáfora para falar de boas experiências cristãs. O termo forte vai além do que muitos pensam. Preconceituosamente já acham que vão ouvir Pe Marcelo ou RR Soares.
Com todo o respeito aos nomes citados, o Rosa de Saron propõe uma reflexão sobre as coisas da vida. Letras confortantes e criativas, que nos empolgam a levar uma vida diferente.
Isso pode parecer uma experiência radical ou religiosa demais, porém estamos falando de música e arte. Elementos que causam confusão e levam conservadores a falar que se trata de uma banda que ‘explora o nome de Deus’.
Depois de algumas alterações em sua formação, o Rosa completa 22 anos e lança um novo disco o primeiro produzido pela Som Livre, que se encantou com a produção do acústico ao vivo (codimuc), que não perde nada para nenhum acústico Mtv, em termos de imagem, som e palco.
Rosa de Saron fala de amor e ponto. Amor, criatividade e rock, para alguns uma mistura inviável.
Vale conferir!
Muitos choram: Clipe retirado do álbum acústico ao vivo Rosa de Saron
A banda conta que certa vez receberam um e-mail de uma garota que 'zapeava' os canais da tv enquanto esperava que seus pais dormissem para tomar um vidro de remédio e se matar. Em um dos canais ela teria visto a banda tocando essa música e desistido do ato suicida.

Formação atual

Guilherme de Sá (conhecido também como Gui) = voz e violão
Eduardo Faro (conhecido também como Du Faro) = Violão, guitarra, violoncelo e bandolim
Welington Greve (conhecido também como Grevão) = bateria e cajon
Rogério Feltrin (conhecido também como Lerão) = baixo, baixolão e principal responsável pelas pregações durante os shows da banda
Músicos convidados
Gustavo Leite (teclados)
Dakota (Violão)
Discografia
1995 - Diante da Cruz - 10.000 vendidos
1997 - Angústia Suprema - 20.000 vendidos
1999 - Olhando de Frente (Single)
2002 - Depois do Inverno - 50.000 vendidos
2005 - Casa dos Espelhos - 50.000 vendidos
2007 - Rosa de Saron Acústico - 70.000 vendidos
2008 - Acústico e ao Vivo (CD e DVD) - 500.000 vendidos (até o momento)
2009 - Horizonte Distante (CD) 2009
Livros
2008 - "Rock, Fé e Poesia - 20 anos do Rosa de Saron narrados através de suas músicas
Prêmios
2008 - Troféu Louvemos o Senhor
Melhor Banda
Melhor Cantor (Guilherme de Sá)
Melhor Canção (Rara Calma)
Marcos Ferreira Silva

Todo fim de ano é igual

Início de Dezembro:
_Gente, agora começa a correria...
Ouvia meu colega de trabalho tagarelando no começo de Dezembro. Olhei para ele e falei que isso ia dar em uma crônica. Eu sempre procuro cumprir minhas promessas.
Uma coisa que é típica no fim de ano, além da questão fim de ano ou final de ano – desculpe se estou errado, minhas professoras ensinaram mais de mil vezes, mas não lembro – são as compras. Chega o décimo terceiro, bônus da empresa, misturado com a obrigação do amigo secreto da empresa / família e a pontual amnésia que faz todos esquecerem que há IPTU e IPVA em janeiro, saindo numa corrida ensandecida atrás do presente para o amigo, mãe, tia, chefe, do cachorro e dele próprio, lotando as lojas dos shoppings, abertos 32 horas diretas, da feirinha da madrugada, da 25 de Março.
Não sou santo, nem sensato a ponto de me esquivar desse mal. Resolvi comprar uma churrasqueira elétrica. E lá fomos nós. Acompanhado de meus pais (não cometa esse erro, pais não são as pessoas mais recomendáveis para estes programas), fui atrás da “bendita” churrasqueira. 40 minutos para estacionar, 42 minutos na fila do caixa, mais 10 para retirar o pacote, mais 4 horas para as outras duas compras feitas fora dos planos – idéia dos seus pais. Resultado: um dia perdido e suado, mas ainda feito em tempo recorde.
Dias 25 e 31 de Dezembro todos se amam. Um show de harmonia ou falta de memória.
Se fosse somente as lojas lotadas seria até divertido, pelo menos para os lojistas, mas ainda tem a ceia, o amigo secreto (esse merece uma crônica à parte) e a viagem.
Viagens são sensacionais. Um calor medonho, ninguém sabe onde está a toalha. Criança chorando (no natal), amigos bêbados também chorando (no reveillon).
Sem contar o transito parado em 100 das 100 estradas nacionais e a eterna espera nas rodoviárias e aeroportos. Isso quando não perdemos o embarque de ficarmos presos no trânsito e corrermos mais que os atletas da São Silvestre, com mais malas do que se fossemos voltar só depois das olimpíadas de 2016.
Mas pergunta se alguém quer ficar em casa?
Marcos Ferreira Silva

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Os gênios não passam uma boa fase

Vídeo extraído do Fantástico da Rede Globo - 20/12/2009
Fui pego de surpresa neste domingo; o cineasta Fábio Barreto estava entre a vida e a morte. Tomado de assalto, comecei a vasculhar sites atrás de notícias sobre seu estado de saúde e todos diziam o que não gostamos de ouvir (ler): Coma induzido... Estado gravíssimo... ainda corre risco.
Lamentei, pois simpatizo por sua figura e acredito no talento, diga-se de passagem familiar, que este Barreto carrega.
Antes mesmo do filme mais caro da história ser lançado, seu criador nos deixa a dúvida se o teremos entre os espectadores.
Põe cateter aqui, perfura ali, opera acolá.
É triste ver qualquer um assim. E quando se trata de uma pessoa pública o país, em alguns casos o mundo, para pra ver e você encontra o povo falando pelas ruas, elevadores e ônibus da cidade: Menina, você viu aquele homem do cinema ta ruim.... Acho que não agüenta não... Quem é ele mesmo? Só vi no Jornal... Ele fez o filme do Lula...
Parece que em certas épocas os artistas vão se expirando ou sofrendo mais. Claro que isso é impressão, pois seguindo o trágico ciclo da vida, pessoas nascem e morrem o tempo inteiro, mas algumas vezes isso nos pega de surpresa. Paralelo a esse fato, a bela atriz Britany Murphy nos deixou inesperadamente. Como rir com Recém Casados agora? Lá se foi ela... Linda. Morta aos 32 anos.
Morre Leila Lopes. 50 anos: sucesso e decadência. Adeus a Lombardi... Tchau Michael...
Mario Bortolotto se recupera lentamente. Massa volta a correr... Dinho Ouro Preto volta pra casa.
Mas 'a vida é um sopro' e primeiro Oscar da lista Google faz 102 anos...
Parabéns Niemeyer
Marcos Ferreira Silva

domingo, 13 de dezembro de 2009

São Paulo cinza

São Paulo vista do Terraço Itália
Há alguns dias uma espécie de sentimento patriótico me tomou. Acho que pelas incursões do Brasil como a Copa 2014 e do belo (lamentavelmente, violento) Rio de Janeiro nas Olimpíadas 2016.
Ainda que um pouco distante, mas ansiosamente aguardando por boa parte da população e temida por outra, são grandes acontecimentos, não se pode negar.
Sentindo-me sensato, também temo que a onda – eterna – de corrupção estrague a festa ou foque isso e aquilo e pra variar esqueçam nossas escolas, policias, hospitais e tantas outras responsabilidades.
Mas essa é outra história. O que tem me encantado é um lugar tão normal para mim; São Paulo.
Com o propósito de realizarmos um trabalho universitário, eu e mais 3 amigos saímos pelas ruas da metrópole afim de acharmos boas paisagens para fotografar. O resultado foi mais de 200 fotos para escolher só dez. Ficaram 12 e um sentimento de que morava numa cidade sensacional e linda.
Talvez apta para uma copa, mas precisa melhorar. Contudo, o Centro Velho, nosso foco, e suas ricas histórias, que nós paulistanos correndo atrasados diariamente não reparamos.
Para finalizar voltei com outro amigo para fazermos novas fotos e vi-me boquiaberto fotografando a Sé e o Martinelli. Curiosamente as pessoas passavam olhando como se fossemos turistas encantados com o novo ou pobres loucos encantados com o velho.
Como só escolhemos doze imagens, resolvi trazer em alguns posts um pouco dessa história e reparti-las em imagens e textos durante alguns dias.
Até mais...
Marcos Ferreira Silva

sábado, 12 de dezembro de 2009


Da esquerda para a direita: Praça da República, esquina com a Rua 7 de Abril e Praça da Sé (Rosa dos Ventos)

Da esquerda para a direita: Grafites na Rua do Ouvidor, Edifício Martinelli e o Céu sobre o Mosteiro de São Bento

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A humanidade vive ridículos colapsos


Pensemos por um instante. Reflita. O que gera a guerra? Pense mais um pouco. É tão ridículo não é?
O fato de podermos enxergar que o mau humor de Bush e as insanidades de Saddam e Bin Ladem mataram milhares de pessoas ao redor do planeta é abominável, simplesmente inaceitável.
Pensar que durante décadas o homem moderno lutou por sua liberdade, pelo direito de coçar o saco diante de um televisor aos domingos sem que ninguém o torrasse a paciência. De fato, ganhamos apenas o direito de permanecermos calados.
A liberdade poderia ser apenas tratada como um grande fenômeno psíquico, que apenas invade a mente de quase cem por cento dos habitantes deste planeta de tamanho mediano.
Quem sabe em um futuro perfeito essa palavra seja definitivamente excluída dos dicionários, assim poderíamos viver em paz. Isso seria uma liberdade bem vantajosa.
Não sou um relutante dos direitos de ir e vir, mas diariamente vejo que a enfurecida caçada por liberdade leva o homem a achar que pode tornar o mundo um passatempo. Hoje você pode parar ao lado de quem bem quiser e gritar em seu ouvido o que bem entender.
A guerra no Iraque é uma prova que não importa o que quase todos no universo pensem a respeito de fuzilar civis, as decisões são tomadas sob efeito da veia livre do senhor chefe de estado.
A liberdade não é ruim, o ruim é esta insanidade que segue o coração de todos. Para te dar um raio de sol tem de se trancar bem a sua cela. Para que a liberdade de quem está a sua direita comece, é necessário que a de quem está a sua esquerda seja esquecida.
O homem se trancou nas suas próprias verdades. Quando alguns parafusos começaram a soltar-se de sua cabeça, e de tão edivados que estavam não era mais possível recolocar-se, iniciou a nossa volta um paraíso de falsas verdades, o que penso é o que prevalece, então; vamos atirar no primeiro ministro, praticar sexo a céu aberto, jogar boings sobre prédios de cento e dez andares.
_Mas porra! Eu acho que esse cara é um babaca e ta enchendo a cabeça de todo mundo com uma porção de mentiras. Quer saber, basta! Vamos prendê-lo naquela cruz de madeira. Ele não é carpinteiro? Vai morrer estacado sobre uma que talvez poderia ser sua obra. MULHER! Cata aqueles espinhos lá fora. Vamos fazer uma coroa para o Rei. É assim que eu penso, é assim que vou fazer.
Depois, alguém uns dois mil anos seguintes invocou com uns dos caras que livremente não concordava com o sujeito do fato anterior, e dentro de sua imaginaria razão montou alguns carros bombas, e acionando o botão vermelho, levou o bar Café para o espaço.
Quem sabe se a liberdade fosse um pouco menos punhalada no cérebro da gente, e se o homem pudesse enxergar um pouco menos adiante, apenas olha-se para si próprio, veria que também deve haver momentos para se pisar no freio, e que não conta apenas eu mesmo, mas você também.
Então chega de filosofar, pois o que a minha liberdade quer é apenas tentar acalmar os ânimos dessa loucura, mas não deve adiantar muito. É isso o que eu penso.

Marcos Ferreira Silva