sábado, 31 de dezembro de 2011

Simples retrospectiva

Começo a escrever esse texto pontualmente, e por mero acaso, à zero hora do dia 31 de dezembro de 2011.
Faltam menos de 24 horas para o ano acabar. A sensação é estranha, no mínimo. Não há como não parar um instante e se por a pensar em tudo o que aconteceu. Dias intempestivos. Emoções a flor da pele. Raiva, alegria, desejos e mudanças.
Me apaixonei. Amor de verdade... Voltei a fazer Rock. E (deixando a modéstia de lado) rock do bom, diga-se de passagem.
Mas não quero falar das minhas experiências hoje. Quando assisti a tradicional retrospectiva da Globo, revi coisas que a memória tinha apagado. Kadafi morreu. Paulo Renato Souza e suas idéias para educação também. Moacir Scliar não escreve mais. Lula e Gianecchini têm câncer. Joãozinho Trinta não faz mais samba.
O Pearl Jam veio ao Brasil, e lá estava eu. Mas a Britney e o Bieber também (esses eu não fui). O U2 fez o chão tremer. A Pitty no Rock in Rio também. O Tedect emocionou no palco. Foi um ano memorável.
E triste também... 12 crianças e um assassino. 13 mortes e um país em choque. A presidente Dilma Rousseff chora.
Fórmula 1 é um fracasso para o Brasil. UFC um sucesso. Timão é Penta. Barcelona é o melhor time do mundo, mas o Santos tem o seu mérito.
Foram tantas tragédias. Mas o que houve em 11 de janeiro não pôde ser esquecido. Um estado inteiro submerso. Centenas de mortes e uma realidade assustadoramente imprudente e corrupta. A tragédia mostrou despreparo do poder público ao realizar obras de prevenção, e o cúmulo da infidelidade ao dinheiro e a dignidade do povo, deixando milhares de pessoas com a ajuda única dos céus.
Um mundo dá dicas de que chegou a sua reta final. Os Maias garantiam que não passávamos de 2012. Agora, o que vai ser? Continuo com meu violão, pondo-me a pensar... Que venha o que tiver de vir!



Marcos Ferreira Silva

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Quem é Tedect?

Não costumo misturar o meu blog pessoal com assuntos da minha vida musical, no entanto, hoje vou abrir uma exceção. Talvez no futuro eu crie uma página falando apenas sobre isso, mas vamos que vamos.
O Tedect é um projeto musical do qual ajudei a criar em 2007, mas os vídeos que vocês vão ver abaixo fazem parte de uma formação mais recente. Cláudia Cajado (vocal), Bruno Mazetti (bateria / teclado), Weber Moraes (baixo), Carlos Augusto (guitarra / violão) e eu, Marcos Ferri (guitarra / violão), nos juntamos no início de 2011, com a intenção de fazer um bom rock. Eis a formação definitiva!
Essa banda agora planeja novos ares para 2012. Venha e conheça o Tedect!
Os vídeos abaixo são da apresentação que o grupo fez em novembro deste ano, na casa de espetáculos Beco na Vila, em Osasco.
Bom som!




Siga a gente no twitter: @tedect_oficial e no facebook: Tedect. Veja também nosso blog, que em breve passará por uma reformulação: http://tedect.blogspot.com.
Em 2012 o nosso site oficial estará disponível com todas as novidades da banda!
Marcos Ferreira Silva

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Retorno

Caros amigos,
Estamos de volta ao bom e velho blog.
Sei que esta pobre página esteve muito parada nos últimos tempos, mas esse recesso acabou! 
Com o fim de uma etapa importante em minha vida, "A Crônica do dia" volta a ser um filho com atenção do pai.
Perdido com as novidades do blog, em breve teremos novo layout.
Abraço

sábado, 17 de setembro de 2011

A verdade sobre os jornalistas

Esse texto vale um copia e cola!
JORNALISTA não fala – informa;
JORNALISTA não vai à festa – faz cobertura;
JORNALISTA não acha – tem opinião;
JORNALISTA não fofoca – transmite informações;
JORNALISTA não pára – pausa;
JORNALISTA não mente – equivoca-se;
JORNALISTA não chora – se emociona;
JORNALISTA não some – trabalha em off;
JORNALISTA não lê – busca informação;
JORNALISTA não traz novidade – dá furo de reportagem;
JORNALISTA não tem problema – tem situação;
JORNALISTA não tem amigos – tem muitos contatos;
JORNALISTA não briga – debate;
JORNALISTA não usa carro – mas sim veículo;
JORNALISTA não passeia – viaja a trabalho;
JORNALISTA não para pra tomar café – dá uma pausa pra atender o celular;
JORNALISTA não conversa – entrevista;
JORNALISTA não faz lanche – almoça em horário incomum;
JORNALISTA não é chato – é crítico;
JORNALISTA não tem olheiras – tem marcas de guerra;
JORNALISTA não se confunde – perde a pauta;
JORNALISTA não se acha – ele já é reconhecido;
JORNALISTA não influencia – forma opinião;
JORNALISTA não conta história – reconstrói;
JORNALISTA não omite fatos – edita-os;
JORNALISTA não pensa em trabalho – vive o trabalho;
JORNALISTA não é esquecido – é eternizado pela crítica;
JORNALISTA não morre – coloca um ponto final.
Autor desconhecido

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Diário de bordo - parte 01

Foi estranho olhar o calendário hoje. Lá estava marcada a chegada da lua nova, exatamente a meia-noite e quatro minutos do dia 29 de agosto... nossa, mas o ano começou ontem mesmo! Já está acabando o ano, que de modo clichê enfatizo que passou voando.
Isso me fez lembrar algo que a mente havia rapidamente apagado. Há exato um ano e quinze dias eu realizava a única viagem para o nordeste brasileiro que a minha mente se lembra, pois já havia visitado aquelas terras secas aos três anos, no entanto a idade não me permitiu gravar muita coisa na memória.
O que me arrastou até lá foi a necessidade de socorro a minha avó, dona Lindaura, hoje, nos altos dos seus 87 anos, vive enfurnada em um apartamento em São Paulo. Medida necessária para manter acesa a sua condição de saúde, naturalmente abalada pela idade, mas ainda boa - assim mesmo comparada.
O vôo emergencial naquela sexta-feira foi calmo. Lembro do momento em que minha mãe, também única acompanhante na viagem, e eu pousamos no moderno e bonito aeroporto Zumbi dos Palmares. Porém, fora dos limites do “pousador de avião”, fui conhecer uma outra realidade.
Nosso destino era uma cidadezinha distante de Maceió, Inhapi. Para chegar lá, só de van. Já estávamos alertados das condições. Viajamos quatro horas por uma estradinha de mão dupla, com apenas duas faixas e praticamente deserta.
Era tempo de inverno e as plantações estavam imponentes, repletas de milho verde e gado gordo. Poucas casas, grandes descampados que se perdiam de vista no horizonte, algumas florestas, rios e açudes cheios. Mamãe, filha daquela terra, fez questão de ressaltar: “nem sempre é assim”.
Exaustos, chegamos à cidade. Atípica de tudo que conhecia. Pobre paulistinha ignorante da vida real. Fiquei surpreso com o que via. O centro de Inhapi é quase um vilarejo no qual se percorre de ponta a ponta em um piscar de olhos.
As ruas de paralelepípedo, poucos carros. Casas antigas e simples... a praça, a sorveteria e a igreja. Longe de tudo e todos. Jovens de uma cultura bem diferente em relação a um nativo de São Paulo. Um perfil diferente do meu, nem melhor nem pior, apenas diferente.
Notei que a maioria desses garotos e garotas eram amantes de motos – o melhor meio de transporte para correr a capital e o sertão. Lembro de um garoto limpando sua moto no meio da cidade. Com uma caixa de som que tocava um típico tecno-brega.
Ao percorrer aquelas ruas notei que não passaríamos despercebidos. A cidade era pequena e um rosto novo era facilmente notado...
Continua...
Marcos Ferreira Silva

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Eu queria ser Xico Sá

Eu sei que é arrastar asa demais, mas eu queria ser o Xico Sá. Queria porque ele é um em mil nesses tempos de hoje. Falta talento nas ondas virtuais da internet.
Cronista bom é cronista morto, tirando o Xico. Sagaz, ele fala do seu futebol com um Cartão Verde em punho, vive as reportagens que a pauta lhe pede, mas nos delicia mesmo é com seus textos sacanas e despretensiosos.
Mas porque eu queria ser Xico? Para poder proferir palavras diárias com a genialidade dele. Viajar da política do congresso ao passeio por São Paulo, do romantismo ao sarcasmo. 
Eis aí o nosso Nelson Rodrigues conectado!  Pois é meu caro, bom gosto ultrapassa o tradicionalismo!
Ah, ele consegue, em meio à correria, escrever uma ótima crônica todos os dias. Só por isso merece minhas palmas!
É, o Xico nos sacia a saudade de Rubem Braga.
Para tanto, convido-os para prestigiar o autor inspiração. Acessem: www.xicosa.folha.blog.uol.com.br
Marcos Ferreira Silva

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Banda bonita

A Banda mais bonita da Cidade encantou o público da internet. Alimentou a carência do povo por algo belo.
Como um merecido fenômeno da internet, o clipe mais famoso da banda ganhou os comentários mais hilários da web. Salve o tal “Sr. Desconhecido”. Pra variar, é uma das mentes mais criativas presentes na rede...




Injustiçados comentam:

Lobão: “Não deixem que simonalizem vocês!”
Carla Perez: “Gostei da parte do refrão!”
José Serra: “É inteligente porque cortaram gastos!”
Xaveco: “Me chamem para o próximo clipe!”

Políticos comentam “Oração”:

Paulo Maluf: “Isso é obra de Paulo Maluf!”
Plínio de Arruda Sampaio: “Pessoal, quem quiser me seguir Twitter@pliniosocialistamilionario”
Tarso Genro: “Quanta música desperdicei até conhecer essa letra!”
Roberto Requião: “Já pensaram em apanhar?”
Aécio Neves: “Rapaziada, se beberem não dirijam sem habilitação (e com habilitação também!)”
Alckmin: “Bem emocionante... lembrei da casa da vovó em Pindamonhangaba, quando ia lá comer pamonha e mingau de milho!”

Entrevista com “A banda”:

Faustão: “Ô loco, uma grande banda tanto no profissional, pessoal, trancendental e numeral!”
Silvio Santos: “Vocês são de onde? Porto Alegre? Cantam o quê? Rock rural?
Luciana Gimenez: “Escuta, eu queria saber de vocês, se vocês já nasceram cantores ou não?”
Hebe: “Que gracinha, que gostosinho, aquela casa, aquela amizade, tão bom né?”
Milton Neves: “A maior banda do mundo agora, com oferecimento de ‘Orégano Felicidade’, o maior fabricante e distribuidor de orégano mundial!

Cults, malditos e pés sujos comentam “Oração”:

Jards Macalé: “É um ácido harmônico dentro da nova liturgia musical!”
Rogério Skylab: “Espero que eles saibam o momento de parar!”
Valter Franco: “Tem que tem amor, mano!”
Móveis coloniais: “É uma feijoada curitibúlgara de múltiplos temperos”
Teatro Mágico: “É a revolução harmoniosa com a simbologia clown da paz amorosa!”
Língua de Trapo: “Amar durinho, amar soltinho, de qualquer jeito, de qualquer maneira, amar é bom, amar é bom demais!”

Mais ícones da MPB comentam ‘Oração’:

Martinho da Vila: “Do jeito que eu gosto, devagar, devagar, devagarinho”
Gilberto Gil: “Há uma simbiose aglutinadora que aniquila o ideário coletivo do curitibano insensível enquanto instrumento de interação humana!”
Ed Motta: “Taí, gostei, é do sul, terra de frutas vermelhas e vinhos encorpados”
Sergei: “Podem ser bons, mas só eu peguei a Joplin!”
Vanusa: “A melhor banda da cidade vai ter grande acolhida no cenário musical do...do...Brasil!

Celebridades comentam “Oração”
Alexandre Frota: “Não entendi a proposta mas parece que tá bombando!”
Ana Hickman: “Puxa, olha, sensacional, e o cantor não tropeçou !”
Bial: “Guerreiros,confinados aí na casa, todos sairão vitoriosos nessa batalha tão merecida!
Raul Gil: “Começaram comigo!”

Parecer de nomes da MPB sobre 'Oração' e grupo:

Mallu Magalhães: “Sei lá, tipo assim hihi, acho que é válido porque abraça várias possibilidades”.
Marcelo Camelo: “Puxa, eles englobam a categoria de anti-celebridade que tanto vislumbro!”
Caetano: “É uma gente bonita e harmoniosa dentro deste processo renovador curitibano-vampiresco!”
Lobão: “Tem um que de decadente dentro de uma proposta lobotomica com a alienação presumida...”
Jorge Ben: “É a cibernética algutinada feliz”!
Aline Barros: “Amém!

Autor Desconhecido