domingo, 31 de janeiro de 2010

As flores do jardim da nossa casa



(Adaptação da música do mesmo título - Composição: Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
Quando abobalhado olhava para aquelas folhas ressecadas que repousavam no meu quintal, amareladas e sem vidas, meu coração doía de uma maneira difícil de entender. Morreram todas de saudade de você.
A madrugada inteira que havia ficado para trás só me tinha prendido a atenção à lua prateada que não me dizia nada.
Agora, olhando as rosas que cobriam a estrada e tinham perdido a vontade de viver, eu me recluso a pensar no pra sempre que sempre acaba.
Eu te daria o céu meu bem, e o meu amor é a tua felicidade esquecida.
Os meus olhos ardem quando eu olho aquele jardim ressequido e triste. A felicidade partiu cavalgando por uma estrada cinza e fria.
E eu não posso mais me agarrar aos seus cabelos, pois o dia me sufocou e eu me perdi de madrugada e não te encontrei.
As coisas que iriam ser nossa se acabaram antes mesmo de nascer e o que restou foi à tristeza e a solidão. As luzes das estrelas se apagaram e eu estou sentindo frio, por que esta tão frio lá fora? O inverno da saudade começou.
A gente disse um dia que tínhamos um mundo apenas nosso e o céu imaginário como o amanhã, mas agora as nuvens brancas escureceram-se e o azul deu lugar ao cinza. O vento na copa das arvores desceu e destruiu nossas flores. A tempestade desabou...
Agora eu vou me aconchegar numa poltrona, e esperar um novo jardim que há de reflorir pelas lembranças nos detalhes presentes na sua mente, que há de vir.
Marcos Ferreira Silva

domingo, 24 de janeiro de 2010

Banda de rock Scorpions anuncia seu fim

A banda de rock alemã Scorpions, anunciou neste domingo a intenção de encerrar seus mais de 40 anos de carreira após um último álbum e uma derradeira turnê.
A banda é famosa pela balada "Wind of Change", lançada em 1990 como um símbolo da queda do Muro de Berlim. A música se tornou rapidamente um grande sucesso internacional, e chegou ao topo das paradas do mundo inteiro em 1991.
"Sim, vamos parar", confirmou o fundador da banda, o guitarrista Rudolf Schenker, 61 anos, em declarações ao tablóide Bild am Sontag.
"Estamos neste momento trabalhando no nosso último álbum, e preparando nossa última turnê", que deverá durar dois ou três anos, acrescentou, explicando que a decisão se deve à idade avançada dos integrantes da banda.
"Queremos sair de forma digna", declarou.
"A ideia é encerrar nossa carreira com um álbum de forte impacto e uma turnê espetacular", destacou o vocalista Klaus Meine, 61 anos.
O 22º e último álbum da banda fundada em 1965 deve se chamar "Sting in the tail" e ser lançado no dia 19 de março, segundo o Bild.
Fonte: Uol música - www.uol.com.br
Marcos Ferreira Silva

sábado, 9 de janeiro de 2010

Seguranças Nacional – A Ameaça (que começa por nós)

Um novo filme nacional estreará em maio deste ano, prometendo surpreender o público. Só que há algo diferente nele: é um filme de Ação. Não vou negar que quando vi o trailer na internet já fiquei eufórico.
Como admirador dos filmes de ação, nunca imaginei o Brasil fazendo um trabalho como o (para mim) clássico A Rocha (Sean Connery, Ed Harris e Nicolas Cage), A Outra Face, Exterminador do Futuro, Missão Impossível, A Saga de James Bond, entre outros.
Fiquei encantado pelo trailer destacando cenas aéreas, perseguição, lanchas e helicópteros. Parece que John Woo passou por ali.
No entanto, depois assistí-lo fui ver os comentários e me deparei com um monte de gente falando mal mesmo antes de assistir. Pode até ser que o filme me decepcione. Estamos sempre sujeitos a isso, mas a discussão levava ao ponto que “O Brasil ta copiando Hollywood”, blá, blá, blá... Agora me digam uma coisa; porque parece abominável se fazer produção de entretenimento no Brasil??? Por qual motivo nosso cinema tem sempre de mostrar a pobreza e o triste para ser respeitado. Gosto muito do cinema nacional e não é de hoje. É bom ver Cidade Deus, Carandiru e Central do Brasil, são filmes para se pensar, admirar, criticar, calar a boca de muitos e ser REAL. Mas também é bom assistir comédias que nos coçam as costas como o arrasa quarteirão Se Eu Fosse Você 1 e principalmente o 2, Mulher Invisível, O Alto da Compadecida, A grande Família.
Vamos aproveitar o ensejo e chorar com Dois Filhos de Francisco e Lula, o Filho do Brasil.
Um bom cinema tem de ser Lado A, B e C.
Vamos torcer para que apareça um novo Glauber Rocha, que Arnaldo Jabor volte a rodar um filme. Que os bons documentários como o de Caetano, Herbert Viana e a vida parecida com uma festa feita pelos “meninos dos Titãs” (já dizia o Barros de Alencar) saiam do pré-anonimato e que assuntos difíceis sejam tratados por outras instituições além de Globo e Record (vamos lá, Muito Além do Cidadão Kaine – quem conhece sabe do que estou falando).
Que o patrocínio surja de verdade e que cineastas possam vir juntos. Que a Arte não seja só a massa. Não nos manipularemos com um filme.
Aplaudiremos nosso cinema e nos divertiremos com ele. Não é necessário só chorar.
Outra pergunta: Por qual razão na hora de se divertir temos de procurar os blockbuster americanos? Eles nos manipulam com piadas e tiros em Los Angeles??? O erro foi cometido no passado, sim, mas não vamos ficar mais 'burros' nos divertindo.
Não vamos perder a nossa intelectualidade com isso. Vamos curtir e saber que o inteligente é aquele que sabe separar uma coisa da outra. Obrigado!
Marcos Ferreira Silva

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

E um próspero ano

Nesse ano vivemos altos e baixos. Posso apostar que choramos e sorrimos. E até para os mais pessimistas eu posso garantir que todos nós mais sorrimos do que choramos...
Não há duvida que em 2008 alguém nos fez chorar, mesmo que tenha sido somente uma lágrima daqueles de fim de sessão de cinema. Algo nos emocionou.
Infelizmente alguns tiveram o triste encontro com algo que não desejavam... uma perda... uma pessoa. E aprendemos a superar e tocar em frente.
Sentimos o chão se abrir, mas também pisamos em ovos.
Xingamos os políticos.
Paramos (ou voltamos) a ver novela.
Comemos em um ótimo restaurante (que em nosso imaginário pode ser nosso quarto com um macarrão instantâneo de cardápio).
Fizemos amor e sexo. Bem e mal, mesmo que involuntariamente.
Sorrimos com os fogos de artifício da virada de Ano.
Choramos com um amor perdido.
Sorrimos com um novo amor.
Brincamos com nossos filhos.
Jogamos bola com o cachorro.
Conversamos com os nossos pais (ou não).
Abraçamos a vida.
Suspiramos aliviados após passarmos vários obstáculos...
E quando nem percebemos era Natal... E aqui estamos...
Apenas mais um dia... Caminhando para sermos ainda mais felizes.
Que Deus abençoe a todos...
2010 é o melhor ano das nossas vidas... Pense nisso... Depende de nós...
Marcos Ferreira Silva

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Talvez sonhos sejam realidades

1988, 1989, 1990... 2009... 2010... Tantos anos se passaram, talvez eu não seja mais aquele que falou palavras de amor ao teu ouvido. Nesse instante uma criança puxa minha perna e por pouco não se agarra ao notebook, que quando vim ao mundo ainda não existia. A criança não é meu filho, é meu sobrinho e também o único paranaense da família.
De onde estou sentado vejo meu pai sorrindo diante a TV, enquanto a criança engatinha pela sala do apartamento do seu filho mais velho, tão longe de São Paulo. Simplicidade, calma e a serenidade de um homem trabalhador que goza discretamente de sua aposentadoria. Um luxo que sugere tédio.
Talvez por uma abusada pretensão minha, vejo um difícil ano fechando seu ciclo. Isso já não me impressiona mais. De uns dez anos para cá, sinto a década voando em direção a um lugar que pouco conheço, mas que me supreende a cada dia, a cada tropeço e a cada sucesso.
Esse ano o Pitta e o Michael Jackson morreram. Nunca gostei do Pitta e nem fui fã de Jackson, porém eles eram imortais para uma criança como eu era. Pitta era a solução e a decepção mais eminente que já tinha acontecido na "minha política", pois era o negro inédito no governo e a corrupção triste públicada na mídia. Como alguém que estava nos jornais dia e noite poderia morrer? Sobre Michael, o sentimento é quase unânime. Reis não morrem.
Para o mundo esse foi o que houve no ano, para mim será sempre o ano em que o meu sobrinho nasceu. Que pedi demissão. Que arranjei um novo emprego. Terminei um namoro. Parei de tocar na paróquia. Que vi amigos irem embora. Que terminei uma banda e retomei outra. O ano em que voltei a sonhar. Que passei mais um semestre universitário. O ano do show do Angra e Rosa de Saron. Das brigas e dos beijos. De alguns medos e decepções. Do amadurecimento.
O ano em que escrevi este texto e das reflexões madrugada adentro.Talvez seja muito ou muito pouco, mas para mim será sempre a página de uma vida de sucesso, de paz, amor e de vitórias.
Talvez 2010 seja o nosso ano.
Feliz Ano Novo!
Amém!
Para uma última reflexão...
Monte Inverno
Composição: Eduardo Faro / Guilherme de Sá
Ouço a voz do vento a chamar pelo meu nome
E creio estar sentido a Sua presença
A minha volta
Olhei pra trás e vi meus antigos sonhos
E até chorei, e hoje sinto saudades do que falei
Lamento demais a sua falta.
Eu quero ver o sol atrás do monte
Eu quero ver o brilho que ele traz
Eu quero ouvir de novo a Sua voz!
Eu mudei, nem sinto, nem vejo as coisas como via antes
Meus amigos cresceram, mudaram, ficaram distantes
Perdoe meu choro, é sincero
Mas digo sim, que mesmo confuso, perdido
Esperas por mim
Os meus olhos fechados Te enxergam bem perto de mim
Espero Te ver nesse inverno.
Eu quero ver o sol atrás do monte
Eu quero ver o brilho que ele traz
Eu quero ouvir de novo a Sua voz!
Marcos Ferreira Silva

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Pearl Jam em boa forma

Pearl Jam - Clipe oficial de The Fixer
Com quase vinte anos de estrada, a clássica banda de Seatle mantém uma carreira estável e o sucesso entre fãs de várias idades. As músicas não explodem na boca dos jovens como faziam as clássicas canções dos anos 90; Black, Alive, Once, Jeremy e Daughter, pelo menos no Brasil, mas o grupo ainda mantém estilo e força nos palcos e nas paradas de sucesso.
Com o fim de bandas de sua mesma origem musical – Nirvana, Soundgarden, Mother Love Bone e mudanças radicais como as que ocorreram com o Alice in Chains, eles e o Mudhoney são raros expoentes do movimento que criaram na década passada: o Grunge.
A banda nunca chegou a viver uma crise, sempre se mantendo na ativa, porém não tinham mais o estase do início, mas continuaram lotando estádios ao redor do mundo até que um triste ocorrido atingiu a banda quando oito espectadores morreram pisoteados e mais de 20 ficaram feridos durante um concerto no festival de Roskilde, em Copenhague (Dinamarca), em 30 de maio de 2000, onde participavam mais de 90 mil espectadores.
Depois da tragédia, a banda limitou suas apresentações a um público de 40.000 pessoas, número facilmente atingido.
Esses números não foram diferentes nas apresentações no Brasil, em novembro de 2005.
Em 2010, o Brasil aguarda uma possível vinda do Pearl Jam, enquanto seus fãs curtem as músicas do disco Backspacer, lançado em setembro de 2009, seu nono álbum de originais, que alcançou o 1º lugar na Billboard Top 200, vendendo aproximadamente 175 mil cópias na primeira semana de vendas, com o destaque para o single The Fixer, que mostra a boa forma da banda que encanta os fãs nos quatro cantos do mundo.
Marcos Ferreira Silva

domingo, 27 de dezembro de 2009

Os intocáveis

Uma produção à parte de Brian de Palma pode ser clichê, mas ainda vale ser conferida.
Muito criticado e premiado, Os intocáveis é um clássico. Lembrado pela cena do carrinho de bebê descendo as escadas em meio a um tiroteio – A cena mais famosa do filme foi baseada no clássico de 1925, Encouraçado Potemkin.
Sean Connery e Robert De Niro dão um show a parte.

Elenco principal
Robert De Niro .... Al Capone
Kevin Costner .... Eliot Ness
Sean Connery .... Jim Malone
Charles Martin Smith .... Oscar Wallace
Andy Garcia .... George Stone




Marcos Ferreira Silva