sábado, 23 de abril de 2011

Ele já falava sobre vampiros muito antes de 'Crepúsculo'

Hoje vou reproduzir uma resenha sobre o novo livro do escritor paulista André Vianco, feita pelo jornalista Renato Pompeu, do caderno cultural do Diário de São Paulo.
Renato conseguiu falar de Vianco sem exaltá-lo como os fãs, mas mostrando a razão do seu valor literário. Então, vamos ao texto:
É surpreendente a desenvoltura e a facilidade com que o escritor, ex-entregador de pizzas, ex-editor de seus próprios livros e ex-vendedor de mão em mão André Vianco revela neste romance "O Caso Laura" (272 páginas, R$ 32,50), o primeiro de sua autoria lançado pela Editora Rocco, com chegada às livrarias em todo o País prevista já para o próximo dia 2. A tiragem inicial prevista é de 30 mil exemplares (normalmente os romances brasileiros são lançados em 2 mil ou 3 mil exemplares, ou até menos).
Misto de romance psicológico, policial e sobrenatural, este trabalho de Vianco - que, com doze livros publicados, já vendeu perto de 500 mil exemplares - mostra que o autor, de origem modesta, é um artista de grandes recursos literários, que domina como poucos grandes autores a técnica de escrever bem, com ritmo que, na forma e conteúdo, envolve imediatamente o leitor e a leitora. Na forma porque, visivelmente com muito esforço e muito trabalho de carpintaria literária, escreve textos ao mesmo tempo atrevidamente novos, com frases que nunca foram escritas antes, e, ao mesmo tempo, imediatamente assimiladas pelo leitor e leitora como coisas bem conhecidas e com as quais se sente logo de início uma confortadora familiaridade. No conteúdo, porque sabe criar uma trama intricada.
Dirigido sempre ao grande público, e, por isso, passível de ser chamado de "popularesco" pelos críticos universitários, Vianco, na verdade, é um autor que sabe construir o caráter de cada personagem, e apresentar esse caráter pelas falas e pelas ações dos mesmos, sem ter de apelar para o recurso artisticamente inferior de descrever ou analisar a personalidade de cada um. Ele prefere aqui o caminho mais difícil. Sabe como burilar uma frase, tornando-a agradável aos ouvidos; sabe como concatenar uma trama, sabe como manter ininterruptamente o suspense sempre renovado em curtos intervalos da narrativa, e como alternar as situações e os personagens.
Neste "O Caso Laura", um detetive particular é contratado por um idoso desconhecido para investigar os encontros de uma mulher chamada Laura, restauradora de imagens sacras, num banco de jardim, com um homem misterioso. Há outros tipos envolvidos em outras situações, como o policial que é investigado por uma agente da Corregedoria por ser suspeito de homicídios que teria praticado como justiceiro. Tudo, porém, entrelaça-se e os diferentes mistérios vão se adensando progressivamente, até o surpreendente desenlace esclarecedor.
Em suma, Vianco é um narrador hábil e com desenvoltura. Como poucos escritores, mesmo entre os mais famosos, todas as técnicas da arte literária e do artesanato de bem escrever ele conhece. Apenas pôs a sua pena a serviço, não da chamada grande arte tal como a concebiam os críticos universitários tradicionais, nem de uma "conscientização" de seus leitores e suas leitoras tal como a imaginavam os escritores ditos engajados. Ele visa simplesmente entreter agradavelmente seu público. Com isso, presta serviços a um leitor que, nas selvas urbanas de hoje, carece de emoções. Um trabalho tão digno quanto qualquer outro, que lhe garante a situação de ser um dos poucos escritores, no Brasil, a sobreviver apenas de seu ofício. Em tempo: o livro já é um roteiro de filme.
Renato Pompeu
DIÁRIO SP

segunda-feira, 7 de março de 2011

Essência

Talvez eu sinta saudade de fazer um rock, porque bom rock poucos que fazem
Muito provável eu queira pular do palco fazendo poesia
Quem sabe eu beba da água pura da essência da pedra fundamental
Que o som delirante do rock de Élvis, filtrado nas notas do Metallica, aromatizado pelo Rolling Stones e com um caldo de Radiohead me chegue com um paladar criativo de puro e simples REM...





Marcos Ferreira Silva

Há muito tempo atrás

(Texto produzido em novembro de 2010 – resgatado da lixeira do computador)
Hoje vai acontecer aqui em São Paulo o show do Sir Paul McCartney. É impressionante ver como as pessoas se emocionam e se jogam nos braços da loucura com a vinda do velho beatle. Em tempos assim, a TV mostra matérias sobre a vinda do ídolo, a histeria dos fãs e, o que eu mais gosto; imagens de arquivos.
A gente fica meio ‘abobado’ quando vê os quatro rapazes de Liverpool sendo seguidos por garotas ensandecidas, admirados por garotos de todo o mundo e respeitados por todos os senhores e senhoras que os assistiam de suas poltronas.
Pensar que eles eram quase crianças. Com seus poucos 18 anos eram donos de uma carreira e um talento único.
Enquanto lia uma revista, vi que na inauguração da cidade de São Paulo, no famoso pátio do Colégio, o tão estudado José de Anchieta ainda era um rapazote de 19 anos.
Hoje, estava vendo alguns títulos numa livraria e me deparei com uma biografia de Arthur Rimbaud e enquanto folheava as páginas, com o agradável cheiro de livro novo, descubro que suas obras mais significativas foram escritas antes dos 20 anos. No auge da minha ignorância, não sabia dessa informação. Não sabia, mas podia imaginar. Álvares de Azevedo, Jim Morrison, Renato Russo e até Jesus Cristo eram novos durante o ápice de suas vidas ou carreira.
Acho que a juventude é enigmática. O jovem é dono de uma força e uma expressão que em nenhuma outra época ele dominaria. Tenho a impressão de que Deus sopra em alguns cantos uma inquietação fora do habitual e cria seres fantásticos, únicos em uma linhagem.
Não acho que sou dono deste talento, mas, como vários jovens, tenho boas histórias pra contar.
Quando tinha 14 anos, resolvi, por puro interesse, tocar na paróquia perto de casa. Ressaltamos que Deus é muito ágil e fez desse meu abuso um fato lindo. Lá formei amizades inacreditáveis e juntei velhos amigos numa só equipe e, acima de tudo, me construí gente com sentimentos de alegria, amor e até o desgostoso ressentimento.
Eu era só um garoto que sabia tocar violão e amava os Beatles, os Rolling Stones e a Legião Urbana.  E não suportava as músicas que tocavam lá na igreja de acústica admirável. Tudo muito paradoxal, eu sei, mas era realmente assim. Eu queria tocar lá, não sabia exatamente por qual razão.
Lembro que minha primeira missa foi um desastre – para mim, porque para os demais de nada importavam, pois meu violão estava desligado.
Com o tempo, migrei de grupo umas duas vezes até que surgiram três garotas que cantavam razoavelmente mal, mas uma delas era minha paixão – talvez um amor fulminante – e com esse argumento e mais a possibilidade de tocar minha esquecida guitarra eu fui. Não podia ter feito escolha melhor.
O tempo foi passando e fomos ganhando forças. As três garotas de vozes que se modelavam perfeitamente com o tempo, e o esforço e a companhia de dois modestos instrumentistas (eu e um amigo irmão) de pureza e criatividade sem igual, nos modelamos.
Sem perceber, viramos perfeccionistas ao extremo. Ensaiávamos 5, 6, 7 horas para uma missa. Cada domingo era uma data importante e os sábados nós tratávamos o salão da igreja como um estúdio abençoado. E era mesmo. Tinha tudo que precisávamos e de qualidade. Além disso, nos sentíamos tão seguros e certos do que estávamos fazendo. Uma coisa que só a sabedoria de Deus poderia explicar.
Acabamos fazendo escola. Os ensaios dos demais grupos, que já não eram curtos, ficaram ainda mais longos. Algumas vezes abríamos a igreja umas 2, 3 da tarde e a fechávamos já de madrugada. Ensaiando ponto a ponto de uma canção, tentando modelar a música de um jeito não para nos agradar, mas para ficarmos radiantes. 
Terminávamos felizes e morrendo de ansiedade para no dia seguinte irmos chegando logo cedo na igreja um a um. Com amontoados de letras, cifras e partituras, montávamos o som e passávamos música por música. Era uma verdadeira insanidade sonora... Não pergunte a ninguém que lá tocava o segredo de tudo aquilo. Tinha um jeito natural fora do comum.
Os dedos desciam pelo braço do violão. A palheta tocava corda por corda sem errar. O baixo deslizava suave. A bateria era leve e imponente. E as vozes estavam afinadas e vibrantes. Deus estava operando...
Hoje, anos depois, não me sinto tão vivo quanto antes. Bem provável aquela facilidade toda tinha prazo curto de validade. Ainda sou jovem, mas a essência para aquilo dependia de mais. Apenas de 14 ou 17 anos. Só isso.
A magia de tudo aquilo nunca saberei explicar.
Marcos Ferreira Silva

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Em um minuto

Na última vez em que se viram... bem, acho que eles não se lembram da última vez em que se viram. Provavelmente devem ter pensado que iriam se ver de novo na semana seguinte. Mas não se viram.
Então, quando nem imaginava, ao descer do ônibus que rotineiramente o levava em seu percurso, esbarrou nela. Foi uma surpresa de verdade. Parou para observá-la um instante. De uma ponta a outra do cabelo trançado. Aquilo não tinha mudado. Nem as tranças, que ela enrolava cuidadosamente com o dedo indicador, nem ele, que continuava gostando de observá-la de longe.
Notou, sem maiores pretensões, que estava mais encorpada. Coisa que reparou, pois a moça que roubava sua atenção era muito lembrada por seu corpo esbelto. As graciosas curvas, não desenhadas antes, eram naturalmente encantadoras. Linda como sempre, mas agora com um ar mais sério no rosto. A garota hoje é uma mulher. Daquelas que impunham respeito sem dizer sequer uma palavra.
Contudo, ela não tinha ganhado em tamanho, continuava com sua baixa estatura, adjetivo que sempre aumentou seu poderio de enfeitiçar os garotos. Ainda causando um misto de sentimentos sobre quem era aquela menina, ela abraçava o seu caderno e olhava o horizonte pensando. Dava entender que viajava no seu presente, passado e futuro. Algo particular demais para alguém ousar descobrir.
Talvez, em sua mente tocava-se uma canção do Stereophonics, ou não. Enquanto ele, bobo, fazia toda sua análise sem perceber que tudo não passava de uma fração de segundo. Num impulso, movido por uma inocente felicidade, ele diz:
– Oi! Quanto tempo!
Ela responde com a mesma expressão que ele usou, mas completa com o seu típico e particular:
– Pois é, né!
Vasculha os dedos dela à procura do que todos sabiam que tinha sido aderido.  Ele acha e se surpreende, mesmo sabendo que aquilo era um fato consumado.
– Casou, não é?
– Né!
A conversa não era uma conversa sem sal, como parece até aqui. Talvez faltassem palavras para serem usadas naquele instante. Os dicionários ficam muito defasados nessas horas.
Além de tudo, ele se martelava em silêncio enquanto sorria. Lembrava não da última vez em que se viram, mas um pouco antes daquele discreto hiato. Daquela falta que ninguém ousava dizer que sentia, nem mesmo se permitia pensar muito. Era fato um pouco ignorado.
Mas, naquele momento, ele lembrava dela com uma de blusa listrada, grossa para proteger-se do frio. Também lhe veio em mente uma imagem de si próprio, com uma jaqueta marrom sobre a típica camiseta preta.
Pouco depois de posar para uma foto, ela hesitava em dizer algo naquela noite. Parecia que esperava ser beijada. Ela sempre esperava aquilo. Ele, por sua vez, não conseguia ser o sujeito que iria saciar o seu desejo. Ele vivia com um defeito grave que impedia de se preocupar com aquilo. De se permitir arriscar a encontrar os seus lábios. Era outra coisa. Ele sempre tinha outra na cabeça.
Mas agora, anos depois, ele se martirizava por lembrar de uma frase da linda garota de cabelos cacheados. Ela tinha dito, e disse que só diria para ele, porque não queriam que dissessem dela para os outros, então disse num sussurro o que ele não esqueceu que ela disse:
– Não quero voltar para ele. Sempre volto, eu sei. Mas eu não o amo...
Ele não esqueceu.
Quando ele resolveu pensar novamente em se verem, pegar um telefone, mudar o cenário, conhecer seus lábios... ela o interrompe:
– Tenho que ir... Tchau...
E correu para a garupa de uma moto e abraçou o homem que ela sabia que não amava.
O sujeito que não olhou para o lado deve ter lembrado dele. Muito provável o indivíduo deve ter murmurado alguma coisa quando chegaram em casa.
Já o rapaz tratou de recuar e ir atrás do ônibus que o ajudaria a terminar o percurso até sua casa, torcendo para que o tal marido da linda menina nada dissesse do incidente casual. Que apenas a amasse, porque era tudo o que ela merecia. Uma pena que ela só achasse esse sentimento nos braços de quem não queria...
Fazia muito tempo que eles não se viam. Anos, de verdade. Isso parece um pouco estranho porque depois de um tempo ele perdeu alguns contatos, e esqueceu de quem achava que não esqueceria. Mas era um pouco tarde...

Marcos Ferreira Silva

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Sonhos de uma sexta


Ainda não passava das sete da manhã e o calor já demonstrava seu poderio, porém, graças ao sol ainda parcialmente ausente, uma leve brisa fresca confortava as primeiras horas daquela sexta-feira.
A noite anterior tinha sido de ventos fortes, arrancando o caule de algumas árvores e assustando moradores perto de barrancos. Apenas sustos. O vento não era premonição de uma forte chuva. As negras nuvens de São Pedro não choraram por sobre os prédios da cidade. O vento apenas desarticulou o insuportável calor de 32,1 graus centígrados e fez a cidade triste e suada dormir em paz.
Agora, parado no trânsito, percebo algo interessante. Um carro passa e atrás, logo acima do nome do modelo do veículo, um adesivo. Um adesivo com um desenho. O desenho de uma família. Vovó, papai, mamãe e três crianças em escadinha. A menor era uma garota ao lado de dois rapazotes. Formato infantil e ‘familiar’ para quem olhasse. Ou não.
Pouco depois vejo um outro veículo com um adesivo similar posicionado no mesmo lugar que o do carro anterior. Este era um pouco diferente. Tinha apenas pai, mãe e uma criança. Sorrisos largos animadores.
Notei que havia um certo padrão no esquema dos desenhos ao ver o terceiro, mas apenas na ideia. Eram personificados. O que contemplava agora tinha o formato “South Park”, mas era de natureza extremamente ingênua.
Famílias. Muitos não sabem o que é isso, outros ignoram a que tem. Fazem gato e sapato e chama tudo isso de babaquice.
Esperava que não, mas talvez para alguns deles aquele adesivo era só um adesivo. Nem se lembravam que tinham o posto ali.
O trânsito engasgava na ponte. Pouco andava. Parei pra pensar: o que cada um em seus carros poderia estar pensando naquele instante. Alguns deviam sussurrar nomes em sua mente, pedindo em seu íntimo que estivesse bem longe dali, que já fosse seis da tarde. Alguns queriam largar tudo, chamar os ventos, expulsar o calor e se acalmar num inóspito copo de cerveja. Sonhavam com a embriaguês. Outros queriam amar. De corpo, alguns de alma, e bem pouco de coração. Alguns, igual a mim, só queriam paz... Queriam família.

Marcos Ferreira Silva

sábado, 15 de janeiro de 2011

A ‘Passione’ do Brasil

“Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com fatos ou personagens reais é mera coincidência”
Clara tinha em punho a arma do crime desde o início. Estava lá e você não viu porque não quis. O Fred? Ah, o Fred, esse foi o idiota da vez. Mas para (Reinaldo) Gianecchini, o filhote de ruindade comparado ao insosso Edu (Laços de Família - 2001) foi fruto de uma atuação até surpreendente. Totó foi o super homem das 09h. Só não voou. Morreu e ressuscitou na terceira semana e casou com a mulher do Ciro Gomes.
Já Leonardo Villar, no auge de seus 87 anos bem vividos e tão bem atuados, foi o grande veterano da trama, que também contava com Cleide Yaconis, Elias Gleiser e Emiliano Queiroz. Villar soube emocionar com simplicidade na pele do personagem de duas vidas Giovanni / Antero. 
Falando nisso, mas que novela gostosa de se ver. Valia o dobro por ter feras da terceira fase da vida mostrando que a melhor idade para arrancar risos e emoções é essa.
Seria injusto falar de cada um que se destacou na história dos Italianos que vem ao Brasil. Personagens como Berillo, Jéssica, Clô, Olavo (Cuoco), Mimi e até a bela Agostina foram sensacionais. Animaram, fizeram quebrar o gelo de um enredo tão pesado, tão enigmático.
Os coadjuvantes roubaram a cena com talento, mas sob direção de Denise Saraceni e um texto bem amarrado do mestre Silvio de Abreu, a “pompa e responsa” voltava naturalmente ao seu dono de direito, ou melhor, sua dona: Mrs. Fernanda Montenegro mostrou o que é fazer uma novela de verdade. Com convicção ao incorporar a matriarca (por direito) da família Gouveia, Fernanda foi além de uma simples novela, foi profundamente da dor de uma mãe e empresária roubada até a rapidez de uma astuta como poucas vistas.
Mas o renascimento de Totó ainda não foi maior que a salvação da “ruindade em pessoa” da Clara. Morta, ela mata, se joga, foge e engana todos. Igualzinho na vida real.
Mariana Ximenes, diga-se de passagem, firmou-se de vez como atriz. Encarou sua primeira vilã e deixou suas boas mocinhas enterradas no vasto campo sensual e inescrupuloso da complexada Clara. Ganhou status de celebridade. Em agosto de 2010, estampou a capa da Rolling Stone Brasil “com o diabo no corpo”.
O atormentado Fred foi ruim até dizer chega. Matou, roubou, vingou, mas não tanto quanto o anjo mau da bela Clara. Kiara!
A velha porca pedófila, vivida pela experiente Daisy Lucidi, foi o retrato do puro mal que perambula mundo afora.
Gerson decepcionou muita gente, mas foi o mais próximo do real possível, de um modo mais leve para o horário (óbvio). Mas as pessoas queriam que ele tivesse um alienígena na barriga ou o Bilu na tela do computador.
O Saulo foi mau (o mal dominou Passione) e morreu pelas mãos de quem o merecia.
Silvio fez uma trama envolvente, mas de audiência relativamente baixa. No entanto, isso não representa um fracasso, ao contrário, para os novos critérios de audiência esse foi um sucesso. Independente de ibope, foi uma história sensacional. Se apenas uma pessoa assistisse já seria um sucesso, porque é bom.
Mas quando se está na telinha é ruim para a própria massa que o assisti. O intelecto o tacha de nicho do mercado televisivo, sem ao menos assistir um capítulo que seja.
Para os pessimistas, vejam os números de acessos dos vídeos relacionados à novela no You Tube e provem do fracasso de maior credibilidade da história.
O pop é ruim. Hoje, Titanic é uma merda.
Palmas para Passione!
Marcos Ferreira Silva

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Nós em Marte

O texto abaixo não passa de uma mentira deslavada, mas foi com ele que ganhei um emprego. O teste pedia para noticiar a ponte-aérea Terra – Marte. Assim foi feito.
Só que essa discussão toda me fez lembrar do grande Renato Russo e seus “Marcianos invadem a Terra”.
Fiquei pensando em milhares de coisas que aquilo poderia significar. Existem tantas teorias que se faz em volta das críticas que Renato fazia em suas canções que o imaginamos de uma forma distorcida. Dessa vez, resolvi ficar com o sentido pé da letra e viajar até planeta vermelho.
PRIMEIRO CARRO ESPACIAL BRASILEIRO PARTE PARA MARTE
A primeira viagem do Carro Espacial Brasileiro conta com passageiros ilustres como o cantor Roberto Carlos e Pelé
Na última sexta-feira, 22, a Base da Agência Espacial Americana (Nasa) instalada em Ribeirão Preto, a cerca de 290 Km da capital de São Paulo, foi palco do primeiro vôo comercial Terra-Marte. A viagem era esperada com ansiedade pela população mundial, pois até aquele momento só havia ocorrido um vôo teste, porém apenas com tripulantes realizado nos Estados Unidos, em julho deste ano, durante as comemorações do dia da independência americana.
Os presidentes, do Brasil Luís Inácio Lula da Silva e o Americano Barack Obama estiveram entre os passageiros. A lista também contou com algumas pessoas ilustres, tais como o ex-jogador de futebol Pelé, o escritor Paulo Coelho, o cantor Roberto Carlos, o ministro de Relações Internacionais do Brasil Celso Amorim, a Secretária de Estado Americano Hillary Clinton e o empresário brasileiro Abílio Diniz.
“Nunca antes na história, um evento mobilizou tanto os holofotes do mundo” – afirmou o presidente Lula durante discurso emocionado ao lado de Barack Obama. Lula também ressaltou o avanço da ciência no país como um passo importante para o mundo. “Para quem não sabe, esse momento só está ocorrendo porque cientistas brasileiros, com o apoio do governo federal, puderam ao lado de cientistas do mundo todo desenvolver esta maravilha” – afirmou Lula.
Foram investidos 3 bilhões de reais neste projeto, cerca de 90% deles liberado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o restante do valor veio da iniciativa privada e de alguns milionários que preferiram o anonimato, destes, R$ 4 milhões foram para a construção da pista de pousos e decolagens Cruzeiro do Sul, em Ribeirão Preto, onde já funcionava uma base de estudos da Nasa – R$ 45 milhões para estudos e o restante para a construção de 25 Carros Espaciais, que farão o trajeto entre os dois planetas e a construção da Base Galatic World em Marte, que conta com 3 pistas que receberam os carros da Terra e um centro de estudos espaciais.
Segundo os organizadores, a festa de lançamento da ponte aérea contou com a participação de 1 milhão e trezentas mil pessoas vindas de todo o planeta para assistir a decolagem. Quem esteve lá pode aproveitar os shows com os artistas internacionais Black Eyed Peas (Califórnia - EUA), Pearl Jam (Seatle - EUA) e Shakira (Colômbia), além dos Brasileiros do grupo Skank, as cantoras Ana Carolina Ivete Sangalo e o cantor, também passageiro, Roberto Carlos.
 “É uma emoção que não é possível explicar, só tenho agradecer a Deus por estar aqui” – disse Roberto Carlos durante a introdução da canção “Emoções”.
O evento foi mostrado ao vivo em TVs por toda América do Sul, Estados Unidos e Europa, alcançando picos de audiência em vários países. No Brasil, de acordo com os índices de medição, emissoras que mostravam o evento representaram 95% dos televisores ligados em todo o país.
O presidente da NASA, Michael Griffin, disse na coletiva de imprensa, realizada na noite de quinta-feira, 21, que “o Brasil, graças ao avanço do país no núcleo tecnológico e científico, merecia ganhar o direito de marcar o começo destas operações”.
Em carta oficial, a General Motors, fabricante dos Carros Espaciais ao lado da América Airlines, disse que “esse fato inicia as pontes aéreas entre o nosso planeta e Marte. Daqui pra frente, os vôos serão semanais e depois diários, no intuito de habitar por completo o planeta vermelho”.
A pretensão de habitar Marte deve-se ao acordo assinado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2005, que pretende utilizar o novo planeta como fonte de riquezas naturais para ajudar a salvar a Terra contra o aquecimento Global.
Já existem 250 casas prontas para serem habitadas em Marte. Todos os passageiros desta primeira viagem nacional já possuem uma casa no planeta.
Para adquirir uma residência marciana, o proprietário tem de dispor de US$ 250 milhões de dólares. Os Bancos estatais da Europa, Estados Unidos, China e Brasil financiam a compra em até 15 anos. As viagens são pagas à parte e custam US$ 4 milhões de dólares.
O primeiro a embarcar na nave foi o Rei Pelé, que não concedeu entrevista, mas antes de entrar disse em voz alta que estava muito emocionado e soltou um grito de “Obrigado Brasil”. Pelé foi seguido de Paulo Coelho (que recentemente escreveu o livro Viagens a Lua) e Roberto Carlos. Depois, subiram Celso Amorim, Hillary Clinton, Abílio Diniz e os presidentes Lula e Obama.
Uma contagem regressiva entoada por todos os artistas junto ao público anunciou o momento mais esperado. Pontualmente às 11 horas da manhã de 22 de outubro de 2010 (hora de Brasília), a espaçonave mais conhecida do mundo fez sua primeira decolagem como vôo comercial.
Outro Carro espacial decolou com mantimentos e equipamentos médicos. Os viajantes devem ficar, inicialmente 1 mês em Marte e depois retornar a Terra. Segundo a Nasa, a partir de 2011 os viajantes não terão limites de permanência no planeta.
As naves devem percorrer os 55,7 milhões de quilômetros entre os dois planetas em torno de 16 dias.
Os dois carros espaciais devem aterrissar em Marte às 18 horas do dia sete de novembro, com transmissão ao vivo para todo o planeta. Os tripulantes e passageiros devem voltar a pisar na terra em 15 de dezembro deste ano.
Marcos Ferreira Silva